Me chame pelo seu nome

26.2.18

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Resenha: Filme
Sinopse: O sensível e único filho da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, Elio (Timothée Chalamet), está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda quando Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai, chega.

Depois de muito e muito tempo namorando esse filme, resolvi me deslocar cerca de 4 horas de relógio até o cinema mais próximo para poder assistir e posso afirmar que foi uma experiência única. Quando me falaram do que se tratava o filme, eu confesso que duvidei da produção e imaginei algo tão clichê quanto todos os outros filmes desse mesmo gênero mas depois da oportunidade que me foi concebida, percebi que estava sendo um tanto quanto chata ao julgar o filme pela capa.

Ainda não tive oportunidade de ler o livro mas por alguns comentários que eu pude ver, o filme foi fiel ao seu irmão mais velho e isso é bastante interessante, pois muitas vezes o filme parece que não conta a mesma história que determinado filme que foi baseado nele. deixando-o chato e incompreensivo.


A forma de comunicação utilizada no filme prende você do início ao fim, principalmente se você é uma amante de linguagens diferentes, tanto em idiomas e sotaques, quanto em gírias de diferentes idades. O "romance" se passa entre um garoto de 17 anos e um adulto de 26 anos de idade, trazendo em vista algumas temáticas como diferença de idade em uma relação e a homossexualidade. 

O filme se passa em 1980 (um dos meus anos preferidos), trazendo consigo um cenário magnifico (roupas, casas, vestimentas e música). Assim que o Oliver (26 anos) chega na cidade, o Elio se encontra perdido em seus pensamentos, sobre seus gostos e toda aquela confusão de quem está felizmente tendo a chance de se descobrir. Confesso que meu coração ficou divido entre os dois personagens, o Oliver com sua maturidade chama a atenção de todas as formas, já o Elio com sua delicadeza e sua maravilhosa confusão te encanta da melhor forma já vista.

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Me chame pelo seu nome: filme
Se você, assim como eu, é uma amante de fotografias, esse com certeza é o filme certo para você! É possível perceber logo de início todo cuidado com os cenários e com a maravilhosa iluminação, o que te deixa ainda mais feliz pois assistir filmes "escuros" não é uma boa opção. Todo essa carinha de filme da sessão da tarde pode te surpreender e eu posso provar.

Em 2015, James Ivory disse ao The New York Times que ele planejava dirigir um filme e que Shia LaBeouf e Greta Scacchi estariam no elenco. No entanto, em 2016, foi anunciado que ao invés disso, Luca Guadagnino iria dirigí-lo com um roteiro co-escrito por ele e Ivory, com Armie Hammer, Timothée Chalamet e Michael Stuhlbarg no elenco.

O filme foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Toronto em 2017.

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Me chame pelo seu nome: pinterst
Eu enchi essa postagem de imagens pois eu ainda estou totalmente apaixonada por cada fotografia desse filme, é incrível o jeito como esse roteiro me ganhou e mais uma vez o cinema está quebrando as cordas da família tradicional brasileira. Se você leu até aqui, me conta se já assistiu esse filme ou se pretende de alguma maneira assistir e deixe também sua indicação de filme para assistir e fazer resenhas aqui no blog.

Eu escrevi (2)

21.5.17

Olá caros leitores, tudo bem com vocês? A postagem de hoje é meio que uma segunda parte de uma postagem antiga de um dos meus antigos blogs, muitos aqui devem lembrar, pois não faz muito tempo que eu a realizei. Eu trouxe algumas citações retirados dos meus próprios textos que eu nunca postei e espero que vocês gostem. Bom, alguns deles eu escrevi a bastante tempo e por isso pode ser que seja um pouco diferente do que costumo escrever atualmente.

Amores frustrados: "Cansamos, ou melhor, eu cansei. Amor é algo que precisa ser recíproco, que precisa ser tão intenso quando o mar aberto para os peixes novos. Tem que ser sufocante, precisa ser sufocante, mas aquele sufocante que é tão bom que você sente vontade de morrer sufocada pelo amor, mas não o sufocante ruim e perverso. De amores ruins eu estou cheia e o seu não se encaixa no meu corpo como anos atrás. Eu cresci e cansei!"

Mar aberto: "Hoje eu me senti como um passarinho solto, estava feliz, cantando e preocupada apenas comigo mesma, até que veio o frio e as tristezas voltaram para a minha casa. Estou me sentindo como um pequeno peixe, perdido e com medo do mar aberto, pois ele sabe que lá não é tão calmo quanto o pacífico e dificuldades ele vai encontrar naquele local. E assim, por segundos eu senti medo de enfrentar a vida..."

Carta: "Olá senhora J.
Acho que não esperava uma carta minha essa hora da noite, na verdade eu não sei se você vai receber, pois provavelmente quando o último ponto for colocado na última linha, a minha coragem de te enviar vai ter ido embora e junto com ela minha vontade de te ter de novo.
Medo, insegurança e medo. (.)"

Quando eu escrevi essas coisas, eu não sei direito quais eram meus pensamentos, mas sei que tudo que eu escrevo tem ligação e eu queria que vocês percebessem isso. E para não deixar essa postagem um tanto quanto vazia, eu trouxe o disco que eu tanto amo, espero que escutem.